sábado, 31 de julho de 2010

34h

os invernos são tão demorados. demoram mais do que o prescrito. estão fora dos calendários. o inverno de um dia pode ser vivido como incasáveis invernos rigorosos, em que o corpo já frágil devido a luta árdua pela sobrevivência pulsa vagorozamente: quase pede paz em meio ao branco desesperançoso. é chuva... é seca... há vento... e nada se vê. as cores são todas aquelas que o branco desvanece. palidez presente no rosto: micro-narrativa da noite anterior. mas, há cores: o violeta embaixo dos olhos aquece-os juntamente com as pálpebras avermelhadas; os lábios beges foram coloridos por uma pincelada do sangue q sai de seus pequeninos rachados. o mundo alerta: as mudanças climáticas trazem mudanças bruscas. deve de ser por isso que o inverno está tão rigoroso. sair de uma doce primavera sem os metereologistas diagnosticarem os ventos fortes tira-nos as telhas, mas, deixa a base fincada no solo. tenho de aprender um ritual para pedir invernos amenos. se eles tem de ser vividos, que ao menos sejam amenos...

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