estarei contigo.
o quanto antes.
para isso, vivamos o presente da melhor maneira,
para que o futuro se torne o presente que desejamos:
o nosso beijo novamente
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
dores
Ao acordar sentiu o cheiro das flores amanhecidas.
A coloração rosa contrastava com a atmosfera azul acinzentada que tomava conta de seu ser. Passou-se como se estivesse a ver as mesmas cenas de uma vida inteira.
A coloração rosa contrastava com a atmosfera azul acinzentada que tomava conta de seu ser. Passou-se como se estivesse a ver as mesmas cenas de uma vida inteira.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
202h
a base permaneceu. só tenho ela agora. não há telhas, nem paredes, nem assoalho. há a raiz, potencialidade de toda a vida. e na raiz eu confio, pois é nela que estão aqueles tecidos meristemáticos que darão origem à todo o resto. o solo está encharcado. na superfície há uma camada de gelo. as temperaturas não aumentam. ainda acredito na raiz. outro dia me olhei no espelho e te vi ao meu lado. nunca me esqueço de dar-te beijo de boa noite mas hoje só depois que eu estava pronta para sair que me lembrei do teu bom dia. e este silêncio forçado foi muito bem programado por aqueles que nos reaproximaram um dia. silêncio físico. minha alma não pára. busca te encontrar e te viver. ontem fui o vento que soprou-te nos ouvidos o meu abraço eterno. lembras? aquela concha que tu me deste vinda da tua última grande viagem por portugal, em alguma praia donde duas conchas se escondiam para poderem entrar em nossa história. talvez sejamos tão velhos quanto elas. esta é a raiz . é nela que eu confio.
sábado, 31 de julho de 2010
34h
os invernos são tão demorados. demoram mais do que o prescrito. estão fora dos calendários. o inverno de um dia pode ser vivido como incasáveis invernos rigorosos, em que o corpo já frágil devido a luta árdua pela sobrevivência pulsa vagorozamente: quase pede paz em meio ao branco desesperançoso. é chuva... é seca... há vento... e nada se vê. as cores são todas aquelas que o branco desvanece. palidez presente no rosto: micro-narrativa da noite anterior. mas, há cores: o violeta embaixo dos olhos aquece-os juntamente com as pálpebras avermelhadas; os lábios beges foram coloridos por uma pincelada do sangue q sai de seus pequeninos rachados. o mundo alerta: as mudanças climáticas trazem mudanças bruscas. deve de ser por isso que o inverno está tão rigoroso. sair de uma doce primavera sem os metereologistas diagnosticarem os ventos fortes tira-nos as telhas, mas, deixa a base fincada no solo. tenho de aprender um ritual para pedir invernos amenos. se eles tem de ser vividos, que ao menos sejam amenos...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
s i m - sistema interior de mudança
pedi sua alma em casamento
foi naquele dia em que meu olhar fugia ao teu [e nem sabia que eu estava a fugir]
o que me disseste? não sei bem... meu olhar arredio teve medo de ouvir teu não com superfície de sim.
concordamos em nos deixar passar como simples olhares, podendo estes um dia serem resgatados na presencialidade de um sonho que jaz.
possibilidade inexistente: os olhares se convidaram para dançar, sem mesmo perceberem que já haviam dito um sim recíproco e atemporal.
foi naquele dia em que meu olhar fugia ao teu [e nem sabia que eu estava a fugir]
o que me disseste? não sei bem... meu olhar arredio teve medo de ouvir teu não com superfície de sim.
concordamos em nos deixar passar como simples olhares, podendo estes um dia serem resgatados na presencialidade de um sonho que jaz.
possibilidade inexistente: os olhares se convidaram para dançar, sem mesmo perceberem que já haviam dito um sim recíproco e atemporal.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
el círculo polar/carta
posso te ter dentro de mim
numa cadeira, à beira do lago o tempo corre diferente: o sol não se vai. tenho saudade do frio. aquele frio que me fazia roubar teu calor por instinto.
o desequilíbrio não está na evidência, mas sim, naquilo que se esconde.
por quantas vezes nós nos confundimos e o que parece ser pleno é tão constante. será que foi de fato alcançado?
sei das certezas. sei que elas podem ser passageiras. sei de ti, ao mesmo tempo de não sabê-lo. é uma posição temporal em que te acho agora.
sinto exatamente aquilo que gostaria de estar vivendo [em oposição a não viver]. fato que envolve tempo, lugar, cheiro, atmosfera e pessoa. da última vez em que sinti isso, a realização de mim mesma foi no Alentejo.
e onde será desta vez, paixão?
cansei de imaginar. já te imaginei por tanto tempo, e agora que estás aqui eu não gostaria de imaginá-lo, e sim apenas vivê-lo.
e de um certo modo sei que estou. e a outra parte de nós?
não existem cheiros. nem cores. nem tão pouco o tato da pele.
existe a alma bonita e este encontro que busca transcender o olhar nos olhos.
ondes estás?
estamos em nós.
numa cadeira, à beira do lago o tempo corre diferente: o sol não se vai. tenho saudade do frio. aquele frio que me fazia roubar teu calor por instinto.
o desequilíbrio não está na evidência, mas sim, naquilo que se esconde.
por quantas vezes nós nos confundimos e o que parece ser pleno é tão constante. será que foi de fato alcançado?
sei das certezas. sei que elas podem ser passageiras. sei de ti, ao mesmo tempo de não sabê-lo. é uma posição temporal em que te acho agora.
sinto exatamente aquilo que gostaria de estar vivendo [em oposição a não viver]. fato que envolve tempo, lugar, cheiro, atmosfera e pessoa. da última vez em que sinti isso, a realização de mim mesma foi no Alentejo.
e onde será desta vez, paixão?
cansei de imaginar. já te imaginei por tanto tempo, e agora que estás aqui eu não gostaria de imaginá-lo, e sim apenas vivê-lo.
e de um certo modo sei que estou. e a outra parte de nós?
não existem cheiros. nem cores. nem tão pouco o tato da pele.
existe a alma bonita e este encontro que busca transcender o olhar nos olhos.
ondes estás?
estamos em nós.
sexta-feira, 5 de março de 2010
eras meu príncipe!
trajado de veludo azul, adornos em dourado
tinhas 3 armas de combate
abaixo de ti as escondeste
dependurado estavas
magro, desidratado, sem energia
teus cabelos não te podiam negar
coloquei-te em meu colo
como se fosses planta queria que retomasses a vida
no sentimento que eu lhe desse
havia uma árvore alta
ao lado dela o seu trono
ninho restaurador
vem a mim uma senhora
seriedade vinda da idade
dizes-me que morreste
meu pranto calou.
onde estás?
tinhas 3 armas de combate
abaixo de ti as escondeste
dependurado estavas
magro, desidratado, sem energia
teus cabelos não te podiam negar
coloquei-te em meu colo
como se fosses planta queria que retomasses a vida
no sentimento que eu lhe desse
havia uma árvore alta
ao lado dela o seu trono
ninho restaurador
vem a mim uma senhora
seriedade vinda da idade
dizes-me que morreste
meu pranto calou.
onde estás?
sábado, 30 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
chover, evaporar, chover... e v a p o r a r
mudanças climáticas:
a água já transbordou
e eu pus-me a seca-la.
então...
apareces-me como rio incessante.
delineias em meu corpo
os limites que eu já havia perdido.
a água já transbordou
e eu pus-me a seca-la.
então...
apareces-me como rio incessante.
delineias em meu corpo
os limites que eu já havia perdido.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
j o r g e
posso ver-te
desvendo seu rosto enquanto dormes
o sol revela-me seus traços
os pequeninos pêlos que recobrem a pele
a suave curva do nariz
a boca entreaberta pedindo-me para beija-la.
beijo-a
e faço dela minha morada
desvendo seu rosto enquanto dormes
o sol revela-me seus traços
os pequeninos pêlos que recobrem a pele
a suave curva do nariz
a boca entreaberta pedindo-me para beija-la.
beijo-a
e faço dela minha morada
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
e n c o n t r o s
O ponto de bifurcação que gera a vida só existe quando se está aberto ao acaso.
Encontro entre vidas.
Posso assim, te sentir em mim.
Podes me sentir em ti?
Encontro entre vidas.
Posso assim, te sentir em mim.
Podes me sentir em ti?
Assinar:
Postagens (Atom)

