pedi sua alma em casamento
foi naquele dia em que meu olhar fugia ao teu [e nem sabia que eu estava a fugir]
o que me disseste? não sei bem... meu olhar arredio teve medo de ouvir teu não com superfície de sim.
concordamos em nos deixar passar como simples olhares, podendo estes um dia serem resgatados na presencialidade de um sonho que jaz.
possibilidade inexistente: os olhares se convidaram para dançar, sem mesmo perceberem que já haviam dito um sim recíproco e atemporal.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
el círculo polar/carta
posso te ter dentro de mim
numa cadeira, à beira do lago o tempo corre diferente: o sol não se vai. tenho saudade do frio. aquele frio que me fazia roubar teu calor por instinto.
o desequilíbrio não está na evidência, mas sim, naquilo que se esconde.
por quantas vezes nós nos confundimos e o que parece ser pleno é tão constante. será que foi de fato alcançado?
sei das certezas. sei que elas podem ser passageiras. sei de ti, ao mesmo tempo de não sabê-lo. é uma posição temporal em que te acho agora.
sinto exatamente aquilo que gostaria de estar vivendo [em oposição a não viver]. fato que envolve tempo, lugar, cheiro, atmosfera e pessoa. da última vez em que sinti isso, a realização de mim mesma foi no Alentejo.
e onde será desta vez, paixão?
cansei de imaginar. já te imaginei por tanto tempo, e agora que estás aqui eu não gostaria de imaginá-lo, e sim apenas vivê-lo.
e de um certo modo sei que estou. e a outra parte de nós?
não existem cheiros. nem cores. nem tão pouco o tato da pele.
existe a alma bonita e este encontro que busca transcender o olhar nos olhos.
ondes estás?
estamos em nós.
numa cadeira, à beira do lago o tempo corre diferente: o sol não se vai. tenho saudade do frio. aquele frio que me fazia roubar teu calor por instinto.
o desequilíbrio não está na evidência, mas sim, naquilo que se esconde.
por quantas vezes nós nos confundimos e o que parece ser pleno é tão constante. será que foi de fato alcançado?
sei das certezas. sei que elas podem ser passageiras. sei de ti, ao mesmo tempo de não sabê-lo. é uma posição temporal em que te acho agora.
sinto exatamente aquilo que gostaria de estar vivendo [em oposição a não viver]. fato que envolve tempo, lugar, cheiro, atmosfera e pessoa. da última vez em que sinti isso, a realização de mim mesma foi no Alentejo.
e onde será desta vez, paixão?
cansei de imaginar. já te imaginei por tanto tempo, e agora que estás aqui eu não gostaria de imaginá-lo, e sim apenas vivê-lo.
e de um certo modo sei que estou. e a outra parte de nós?
não existem cheiros. nem cores. nem tão pouco o tato da pele.
existe a alma bonita e este encontro que busca transcender o olhar nos olhos.
ondes estás?
estamos em nós.
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