Acho tudo muito lindo o que você tem vivido. Seus aprendizados. Suas determinações. Acho lindo porque você quer se libertar de várias coisas, ser maior do que é. Não ser só seu, nem ser de algum outro, mas ser de todo mundo. Fazer parte do mundo e o mundo fazendo parte de você. Se deixar envolver por tudo o que lhe aconteça porque tudo será bom e não sendo bom, se tornará, pois virará aprendizado.
Isso é estar no presente. Presente integrado com o futuro de dias melhores pra todo mundo. Porque um sorriso de qualquer um pode te alegrar e seu sorriso pode alegrar muito mais.
Para mim o acaso é uma das coisas mais lindas que há. Eu só me deixo levar por ele, e quando tento fazer planos pra algo, ele sempre vem e me diz quem é que guia minha vida: ele. Acho que tudo o que faço é através dele, e acho coisas lindas assim. Produzo assim. Trabalho assim. Amo assim.
E se vc quer viver por ele, cujo codinome também é PRESENTE, eu serei uma das que vai te abraçar forte com a certeza de que vai viver coisas mais que boas pra você mesmo.
e terá muita felicidade.
e amará muito mais do que ama.
sábado, 5 de dezembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
s o u
Serei neblina por tempo inderteminado.
Nem gasoso, nem líquido. Partículas suspensas.
Serei neblina pois é o que o tempo me pede agora.
O esforço para ver; o cuidado ao andar.
Branco de infinitas possibilidades.
Estar no presente para sempre
até o nevoeiro se desfazer, e os limites ficarem visíveis.
Nem gasoso, nem líquido. Partículas suspensas.
Serei neblina pois é o que o tempo me pede agora.
O esforço para ver; o cuidado ao andar.
Branco de infinitas possibilidades.
Estar no presente para sempre
até o nevoeiro se desfazer, e os limites ficarem visíveis.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
a m o r
amarelo anil violeta
lilás vermelho turquesa
verde índigo salmon
rosa ouro púrpura
e o amor está na fusão de todas as cores
(quando nem a água e nem a linhaça o dilui,
deixa-me ver seus contornos, para logo se espalhar novamente pela paleta)
lilás vermelho turquesa
verde índigo salmon
rosa ouro púrpura
e o amor está na fusão de todas as cores
(quando nem a água e nem a linhaça o dilui,
deixa-me ver seus contornos, para logo se espalhar novamente pela paleta)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
c o n t i n e n t e
o céu permanece branco
360° de infinitas possibilidades
neblina penetrante por todo o corpo
suporte da visão
posso agarrá-las, vapor a vapor
descondensá-las
tornando líquido o duvidoso
que agora vi seguem a forma
das frestas de minha própria mão
360° de infinitas possibilidades
neblina penetrante por todo o corpo
suporte da visão
posso agarrá-las, vapor a vapor
descondensá-las
tornando líquido o duvidoso
que agora vi seguem a forma
das frestas de minha própria mão
terça-feira, 2 de junho de 2009
o u t o n o
A quietude foi tanta que chegou o inverno e nem me dei conta. Afago as mãos ao redor do pescoço, buscando tomar dele um pouquinho de calor. Encolho as pernas e sinto aquecer ao contato. Os pés se entrelaçam; afagam-se em gestos de dança.
A mente se aquece nos livros.
O coração se aquece na incógnita.
A mente se aquece nos livros.
O coração se aquece na incógnita.
terça-feira, 3 de março de 2009
u m e s p e c t a d o r
Tornei a virar o rosto para o lado e quando dei por mim podia ver tudo: passado, presente e futuro bem ali em minha frente. Traçando diálogos comigo, provocando-me e questionando. Um convidando a descer a rua um pouco mais e ficar a admirar um pouco mais a cerca verde de bolor um pouco mais colorida pelas novas vidas que nela tem nascido. Outro convidando a ficar, sem ir a nenhum lugar...sem definições e certezas como quando se vive as coisas no momento e não se sabe exatamente o que se vive e o que viver. E rua acima dançava e cantava com os olhos nos meus, reconhecendo em mim a si mesmo...e a melodia me agrada...
E neste momento meu coração tragou meus olhos, querendo sua atenção apenas para ele...e parei de olhar para fora.
Aqui dentro encontro o calor.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
e l e f a n t e s
Olhei para baixo e vi o branco. A idéia de não poder ver as ruas por onde passei me acalmaram...
estranhamente, pois...
...quando se sabe que se é tão presa às reminiscências...
...como um elefante quando reencontra o corpo de um outro, e ali rememora toda sua vida.
estranhamente, pois...
...quando se sabe que se é tão presa às reminiscências...
...como um elefante quando reencontra o corpo de um outro, e ali rememora toda sua vida.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
n e b l i n a
queria estar sobre uma rua de pedra
na subida olho para baixo
apenas vejo o branco, sem caminhos trilhados, sem lugares vividos. sem passado visível.
acima não sei o que há
a neblina apaga todas as possibilidades de visão
apaga minha ansiedade pelo futuro
apaga minha melancolia do passado
fico no presente e escolho subir, rumo ao que não sei
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